domingo, 11 de dezembro de 2011

Noite cheia...

No mar me matei
foi por merecer
Que no meu padecer
não quis mais viver


Entre as estrelas
afundadas na areia
Olhava minha vida refletida
nos brilhos de quem apenas assistia


Vi que tudo que eu espero
estava onde eu estou
E que vale a pena
esperar por teu amor


Porque é nele que a tua paz vai se encontrar
em meio de ondas do mar
que banham a areia
e farão tua noite cheia


E do brilho que permeia
da luz da lua inteira
da estrela azul turquesa
tenho o riso em seu olhar


Olhar que viaja nas águas
em meio a calmarias e tempestades
por suas paisagens
mostrando nossas necessidades


E nas brisas as mensagens
de tormentas e saudades

Me deixam em plena divisão
entre a loucura e sobriedade



E que as ventanias me carreguem
para bem longe de onde caí
porque ainda quero ver
se encontro alguém para mim



(Até que enfim nossa poesia saiu né Guacira?? Pessoa que mais me enrola pra fazer as coisas ,mas no final pelo menos faz certo :P hsuahsuahus Brigado por tudo)

domingo, 6 de novembro de 2011

Suaves luzes...

No auge de seu esplendor
A aurora irradiada pelo condor
Vista do cume da montanha
Faz do dia, a noite ganha

O manto branco refletindo
A luz trazida pela ventania
Suavizando a moradia
Da vida repartindo

Fantasia tão bela
Aos olhos de quem sonha
Partindo da terra das ideias
Almejando a sua cabana

Tanta beleza no espaço
Esquece a memória do tempo
E tudo para no movimento
Na estagnação do pensamento

Aquela sensação de voar
Por meio dos desejos
Suaves como as águas
Que preenchem meus sentidos

E com isso vai passando
Marcando os pensamentos
De quem vê sua alma
E entende sua caridade

De iluminar seus passos
Por um tempo que não sabe
Se realmente passa
Ou apenas se pinta

E vai retirando sua presença
Deixando a esperança
De quem sabe um dia
Eu te reencontre em minha trilha

sábado, 8 de outubro de 2011

Lembrança de sangue

Sua lingua em minha boca
revolta como uma cobra
era doce como o mel
e queimava-me até a alma

O ardor de seus beijos
como brasas ao fogo se completam
e seus carinhos tão suaves
como os ventos que encobrem as águas

Minhas mãos pelo seu corpo
descobrem a perfeição divina
Impossivel não desejar
querer que seja minha..

Aquela sua parte
que tanto me agradava
que agora tenho a chance
de possuí-la

Faz meu corpo gritar de fúria
pois tão doce criatura
aos meus olhos agora impura
tenho vontade de o coração arrancar!

Toda aquela inocencia
que agora se afasta
antes transbordava
e agora só evapora

Ajoelhada aos meus pés
criança, chora
olhos de tristeza
pela minha falta de consciência

Essa falta que agora me martiriza
a culpa do pecado sem fim
mas o que posso fazer?
se é assim que a situação regra

Manchado pelo sangue
que esta bela criatura derramou
eu queimo nesta lembrança eterna
de seu ultimo suspiro ao causador
te amo, meu amor...

(Mais uma poesia com aquela que vem a cada dia mais me surpreendendo, e especial como sempre. Aquela pessoa que já não considero uma simples amiga.
Mais um com Bradamante, obrigado por ser essa pessoa que você é.)

sábado, 17 de setembro de 2011

Palavras...

As vezes é tão difícil escrever, não sei o que colocar, minhas ideias são incostantes, parecem que tem vontade própria, e de vez em quando é legal brincar com elas.Brincar de pega-pega, esconde-esconde, ver se encontro alguma coisa pra me inspirar. Não sei o que escrever. Por que meus pensamentos somem de vez em quando?
Eu gostaria de puxar um assunto agora, mas tão difícil quanto escrever é o falar. Existem palavras que não saem, e não é por medo de ferir alguém, ou por que acarretará em prejuízo para mim, mas essas palavras simplismente não saem. Qual a dificuldade em falar? Em me expressar?
Eu sinto que sei as palavras que gostaria de dizer, mas não sei o que falar. Ao final tudo fica preso e não tem o que saia, não adianta, a dificuldade é tão grande quanto escrevê-las. Então por que não as escrevo certo? Seria mais fácil me expressar pela escrita, além do que poderia montar, planejar, criar frases e frases que se amontoariam como aquelas folhas de papel que vejo descartadas ao meu lado.
Não. Não posso escrevê-las. Não posso por uma razão: são palavras que não consigo escrever, só imagino essas palavras saindo como sons, como uma fala. E mesmo assim, ainda não consigo pronunciá-las.
Será que minha mente as julga como erradas? Qual seria o bloqueio que tenho em minha cabeça para tal? Mas quem trabalha minha mente sou eu, e ninguém além de mim tem como saber o julgamento que faço delas; mas eu não sei, não sei como julgá-las, não sei nem se são as certas. Por que não saem logo de minha boca e me deixam em paz por um momento??Por que insistem nessa brincadeira interminável??
Palavras. Só se acumulam agora, e nenhuma parece a certa, nada me satisfaz, existem algumas que quero que saia, mas mesmo assim, continuam sumindo, enquanto outras não faço ideia de quais são. Mas quero que saiam também, deixem eu me pronunciar, deixem eu falar, quero expor, o que penso, o que sinto.
Mas não adianta, só estou nesse turbilhão de palavras que vive brincando, nesse bloqueio que me assombra. O que falta para que eu consiga dizer??
Espero que encontre minha resposta algum dia, e que finalmente me expresse. Mas por enquanto receio que não saberás o que é, sendo que nem mesmo eu tenho certeza do que é...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Viagem...

Sinto vontade de viajar
Mas para onde
Se não sei nem onde estou

Gostaria de achar a trilha
Aquela que há tanto tempo atrás me perdi
Divagando suavidades
Pensando ambiguidades

Espero que me encontre
Ou que alguém me encontre
Na verdade tanto faz
Só preciso me achar

Mas a cada dia que passa
Sinto que aquela trilha não era a melhor para mim
E percebo cada vez mais
Que a viagem é minha trilha

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Prólogo...

.Não sei o que escrever, estou aqui, sentado perante minha mesa, sem ter ideia do que escrever.Faltam momentos de epifania, em qual gaveta guardei meus pensamentos? Em qual ilha os perdi?
Mas, tentando resgatar alguma coisa, me veio uma ideia, meio estúpida e sem sentido, é verdade, mas é uma ideia (e nesse momento qualquer coisa que venha a minha mente serve). Falam que todo final é apenas um recomeço, e que todo não esconde um sim, então por que não começar meu texto com um simples ponto final, afinal é um começo não é?
E se cada final é um começo, daonde estou começando a escrever? De onde estou iniciando essa escrita? Não me lembro de antes, só estou guardado no presente e meu futuro... bem, meu futuro está na neblina, quem sabe depois não tente dissipá-la.
Mas voltando (ou começando, não sei mais), até que não é uma má ideia não é? Um ponto final é um bom (re)começo, eu posso iniciar minha vida daqui, e contando com o que estou passando até que não seria tão mal, seria?
Como pergunto para você, sendo que mal me conheces? Está apenas me ouvindo, olhando minhas palavras divagando no ar, sem saber direito o que fazer. Não o culpo, primeiro porque mal nos conhecemos, e segundo porque nem mesmo eu estou me entendendo. Espero que ao fim de tudo tenhamos um pouco mais de intimidade, que possamos nos entender melhor, até porque é bom para um enunciador conhecer seu ouvinte.
Mas se quiser, peça-me para interromper, não tenha medo, somos amigos, sinta-se a vontade para obstruir minha fala e recite as suas, cante a música também, não há problema, temos que nos ouvir.
Porém, enquanto isso, deixe-me por um tempo falando, só isso que eu lhe peço, depois sinta-se em casa para divagar sobre o que quiser, eu só necessito demarcar a linha que seguirei (ou não seguirei).
Essa escrita já está mais duradoura do que imaginei, será algum sinal isso? E além de mais duradoura está mais auditiva também, e parece que está chegando no ponto que eu (talvez) queira: a comunicação, cansei de monólogos entorpecidos nas tardes chuvosas que regem esses campos, os quais adoraria dividir com você enquanto conversaremos sobre o que quisermos.
Sinto que está me achando estranho. É verdade não é? A esse ponto sente uma estranheza de meu ser, pensando que tenho algumas intenções escondidas nessa fumaça. Mas lhe garanto que não meu caro ouvinte, apenas estou lhe oferecendo um passo para a liberdade.
Pare.
Escute.Está ouvindo? Ouça essa doce ventania que bate nas janelas, sinta esse doce aroma das flores que estão tentando seguir sua vida.
Bom, chega de devaneios por enquanto, ainda não acabei meu assunto, mas qual era mesmo? Bom, não tentarei resgatar o que falei, vamos continuar, sim?
Veremos onde isso irá me levar, espero que me acompanhe até o final, e que essa escrita saia do melhor jeito possível: naturalmente, afinal qual seria a melhor maneira possível, senão a verdadeira forma do pensamento?
Estou falando demais, certo? Ah meu caro companheiro, por favor agora se manifeste um pouco, quero saber o que pensas, não relacionado a mim, sobre o que quiseres, apenas sente-se e divague, ou levante-se, faça como achar melhor, estou pronto para te ouvir.
E agora passo a voz para você, sinta-se a vontade...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Volúpias parte I


Está tão frio
eu ouço sua voz
eu vejo seu rosto
dentro dos meus olhos..

Eu enxergo sua alma
aquela que me faz bem
fazendo-me esquecer
de um certo alguém

              
A brisa sopra levemente em meu rosto
posso sentir teu cheiro
lembrar teu corpo
enebriar...

Uma ventania me leva além
meus pensamentos só conseguem lembrar de ti
e nessa fantasia
que minha mente se torcia

Logo os primeiros raios de sol despertam ao longe
o sono me vence a batalha por tua lembrança
um sonho, um pesadêlo
você viva, em meus braços morrendo...

 Não se vá com a maresia
e não me largue aqui sem companhia
não siga a claridade
não me abandone nessa obscuridade

Ainda que a vida morra
a morte vive
não se vá, me leve...

Me caregue para sua moradia
e mostre para mim
aquele doce aroma alegre

(esse texto não é só uma criação minha, eu fiz junto com uma pessoa que está se tornando uma grande amiga e que possui qualidades que não é em qualquer um que são encontradas.
Um texto feito por mim e Bradamante)

domingo, 7 de agosto de 2011

Escritas

.As palavras fogem, as sensações se escondem e tudo/nada vai e volta. A perdição está tomando conta, mas ainda existem algumas estrelas no céu, por mais longíquos que estejam, elas estão lá. Mas e se tudo se apagasse? E se tudo mudasse?
Vagas lembranças são as que vem em minha mente, poucas previsões me levam para o futuro, uma grande guerra está para se instalar.
Palavras perdidas, ideias sumidas, desnecessariarismo pro princípio, nada vem a minha mente agora. Várias coias tem sumido, outras surgindo, mas a incerteza continua sempre a mesma.
Mas e aí? E as planícies verdes, e os becos escuros, as águas amantes, o fogo dominante, onde estão?
...

terça-feira, 19 de julho de 2011

(In)existência...

Meus pensamentos voam
Perdem-se em comparações
Tudo existe, nada existe
Coexistência de contrários

Anulam a validade
Abstraem o concreto
A eternidade continua móvel
Ócios trabalham

Tempos atrás
Minha mente voava
Mas quem sabe agora
Eu faça ela nadar

Porque na verdade
Nada existe
Não, nada não existe
Assim como tudo nunca existiu

Só me resta continuar sonhando no infinito...

Você olha... ou você enxerga?


Até onde você é capaz de enxergar?
Consegue enxergar para dentro?Ou apenas olha pra fora?

Sabe o que é isso??

apenas minha mente...

sábado, 2 de julho de 2011

Infância...

Quando se é criança tudo é mais fácil, o medo de tentar, de arriscar não existe, tudo é um desafio e você fazia apenas porque queria.Quando somos crianças temos medo, medo do escuro, medo de ficar sozinho, medo dos fantasmas que se escondiam nos cantos dos quartos, mas apesar de tudo íamos atrás, às vezes mesmo com medo, mas tentávamos entender o que se escondia ou o que acontecia.
A infância é uma época tão boa, vivemos sem preocupações, apenas curtindo o que queremos, e acredito que uma das razões pra isso pode ser a falta de conhecimento do mundo ao redor.
Mas quando crescemos, começam a surgir imposições que bloqueiam, sem sabermos direito a causa disso, nossas vontades, nossas curiosidades, e criamos um tipo diferente de medo.O medo que se desenvolve é o medo do estranho, o medo do ridículo, o medo apenas do pensamento das pessoas ao redor.
Que medo horrível que criamos quando crescemos, passamos a abdicar cada vez mais de nossas vontades, de correr atrás do que queremos, abdicamos até mesmo das nossas emoções, só para que se possa agradar "alguém", e apesar de tudo, o ser humano sente-se bem com isso.
Desde que seja querido pelos outros, sendo mas na verdade não sendo, (porque você cria apenas uma imagem sua para os outros, você esqueceu o que realmente te fez crescer só pra agradar os outros), o ser humano não liga para o preço que está pagando.
Teve uma época em que vivi baseado nisso, e olhando pra trás, não digo que me arrependo, mas não gostaria de voltar a ser como era, ou na verdade, de voltar a não ser.Mas o tempo passa e fui percebendo que isso não vale a pena, temos que viver do jeito que queremos, afinal do que adianta abdicar de si mesmo apenas para que pareça "legal" pra outras pessoas, sendo que no final, talvez essas pessoas nem se lembrem mais de você, e acabe se tornando uma memória esquecida solta na mente de pessoas que talvez você nem conhecesse direito.
Já me chamaram várias vezes de criança, palhaço, louco, mas não em um sentido pejorativo (até hoje ainda penso que a maioria não foi com esse sentido :P) , mas porque talvez eu ainda goste de ser criança, eu goste de viver com o que posso da minha infância.Não possuam medo de tentar, vivam para vocês, e se alguém te olhar feio, chame para brincar com você, não responda do mesmo jeito.
Viva.Deixe de ter medo de tentar.Arrisque.Mostre o que realmente sente.Não ligue para o pensamento dos outros, porque ao mostrarmos como realmente somos, poderemos encontrar pessoas que realmente sejam importantes na nossa vida (e eu posso dizer muito bem que pelo menos na minha vida eu sei quem são as pessoas que realmente se importam comigo, e que eu possuo uma amizade verdadeira, e posso também imaginar, de todas as pessoas que venho conhecendo, quem realmente me acompanhará).
Por isso tudo só tenho um conselho para vocês: nunca cresçam, nunca cresçam...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Histórias... (4)

      Isso mesmo, o maníaco tinha um hobbie: ele era fascinado pela composição dos esqueletos do corpo humano, admirava a simbologia toda por trás da sustentação do corpo e da alma.
      Nesse mesmo momento, os dois correm pelo corredor, fogem desesperados e sentem algo os perseguindo, apenas Yuri olha pra trás e apenas vê metade de um corpo flutuante, pálido e com o rosto manchado de sangue, mas um sangue que parecia ainda vivo, e seus olhos traziam uma angústia desesperado para aqueles que os encarassem.
      Em uma de suas mãos, carregava uma machete, com o intuito de decapitar aqueles que entravam em sua morada.
      De repente, Andressa cai imóvel por não ter mais energia para continuar, e quando Yuri só olha para trás, só tem tempo para ver o espírito arrancar-lhe a cabeça em um golpe mortal e único.Um relâmpago brilha pela janela, e o céu brilha mais do que jamais pensou que poderia. A cabeça de Andressa, rola pelo chão imersa em sangue, enquanto Yuri fica paralisado pela cena, caindo em lágrimas, e o fantasma aproveita-se disso e decapita Yuri com a mesma adaga, num golpe idêntico ao que Andressa sofreu.Uma trovoada ecoa em um alto som no céu, enquanto os dois corpos caem no chão.
      - (uma risada tenebrosa ecoa pelo castelo)Finalemente mais espécimes para minha coleção.Não queriam ver o que tinha atrás daquela porta?Pois então agora conhecerão.
      A noite acaba e os dois não voltam, como todo indivíduo que tentou se aventurar pela morada do maníaco.Ao amanhecer o dia, muitos se perguntam onde poderiam estar, e um amigo que sabia dessa curiosidade deles, sugere que entrem no castelo.
      Os moradores da pequena cidade vão, e ao entrar no castelo, se deparam com uma cena triste: os corpos dos dois amigos estendidos no chão, aqueles dois amigos que tanto buscavam coisas novas foram presos por ela.

Espero que tenham gostado, afinal de eu achar esse final que eu fiz meia-boca, mas quem sabe com o tempo não melhore não é mesmo? :)

sábado, 20 de novembro de 2010

Histórias... (3)

      -Eu senti também mas não se preocupe, não vai acontecer nada (Yuri diz isso, escondendo o seu pavor dela, para não assustá-la mais), vamos, mas só porque não achamos mais nada aqui ok? Se tiver alguma coisa na volta eu ficarei.
      -Então vamos logo, eu sei que você não vai mudar de ideia. (Andressa pensa o quanto não quer que ele encontre alguma coisa na volta)
      Ao voltarem pelo corredor, chegam novamente à sala, onde o clima mudou, eles sentiam algo diferente, e se foi por obra do acaso ou não, algo faz Yuri perceber a escada no canto da sala.
      “Essa não, agora ele  viu a escada, eu não posso deixá-lo sozinho aqui”, pensava Andressa.
      -Olha Andressa, eu vou subir, entendo se você não quiser, pode voltar, mas eu irei atrás d que vim buscar.
      -...Não, eu irei com você, vamos, não te deixaria aqui sozinho.
      Nesse momento, a noite já estava na metade de seu caminho, com o céu praticamente idêntico à quando estavam vindo para a morada.
      Subiram a escada, a cada degrau ela rangia, dando um clima mais pesado à situação a qual os dois se encontravam.A escada terminava em um novo corredor onde existiam mais portas de cômodos, mas não era um aposento fechado como no andar debaixo.
      Grande parte das portas estavam trancadas, e as que abriam eram como escritórios, ateliês, tudo com um ar místico a apavorante, por suas obras e cômodos. Caminhavam pelo corredor onde se depararam com uma porta diferenciada das outras, ela possuía uma maçaneta diferenciada das outras e não possuía qualquer tipo de tranca.
      Ao entrarem, percebem que o aposento não possuía janelas e era maior do que pensavam, iam adentrando cada vez mais e cada vez mais a energia ficava mais apavorante e tenebrosa.
      -Vamos embora Yuri, por favor, não agüento mais!-exclamava Andressa fraca e com medo do que poderia acontecer.
      -Sim, vamos, também não estou mais aguentando esse clima.
      Quando os dois saem do aposento e fecham a porta, uma voz vem do final do corredor:
      -Ora, tenho visitas, que bom, faz um tempo que não dou uma renovada em minha coleção de esqueletos.-uma voz grossa e rouca dizia isso enquanto, uma risada ecoava pela morada,
continua...

domingo, 14 de novembro de 2010

Histórias... (2)

Pela falta de título da história eu to colocando com o título do último tópico, desculpem


      Ao entrarem no jardim, a cena, não lhes conforta muito, é um jardim abandonado com árvores e arbustos secos por todos os lados.Mas nada mais que isso, e a sensação do calafrio de Andressa havia passado e ela havia retomado a coragem de antes.
      Atravessam o tenebroso jardim sem problemas e chegaram à grande porta do castelo: era uma porta de madeira, com uma maçaneta de ferro especialmente construída, o tamanho até chegou a impressioná-los, mas nada além disso.Eles se olham e levemente abrem a porta.
      Ao entrarem se deparam com o sala de entrada da casa, e um cenário assustador lhes desce garganta abaixo: quadros tortos, tudo estava empoeirado, teias se espalhavam maciçamente pelos cantos e frestas, os móveis com partes rasgadas ou apodrecidas só atenuavam o aspecto tenebroso do lugar.
      Os dois engolem seco e continuam a jornada dentro do castelo, eles não percebem mas há uma escada no canto da sala para um andar de cima, e continuam a jornada por um corredor estreito cheio de quadros com ilustrações estranhas e místicas.
      -Yuri, vamos embora, esse lugar me dá arrepios e eu não gosto da energia daqui.
      -Para com isso Andressa, poxa, já te prometi que se acontecer algo nós vamos embora. Não se preocupa que nada vai acontecer (quem dera Yuri soubesse o que estava falando).
      -Tudo bem, mas você que vai na frente guiando.
      -Ok, então fica mais atrás de mim.
      Ao passar pelo corredor eles se deparam com uma sala vazia que possuía 3 portas, uma levando a um cômodo diferente.Acharam estranho por nunca ter visto algum tipo de morada com um aposento assim, abrem a primeira porta: trata-se de um quarto, provavelmente um quarto de hóspedes abandonada, com uma cama e um armário ao fundo.
      Fecham e abrem a segunda porta, tratava-se do banheiro, provavelmente para o hóspede, onde tudo estava sujo e enferrujado.Ao girarem a maçaneta da terceira porta, ela não se abre, e parece mais maciça do que as outras que viram até agora, impossibilitando entrarem. Ao tentarem apreender alguma coisa de dentro ao se aproximarem da parede, uma sensação tenebrosa preenchê-lhes o corpo e os dois recuam, Yuri meio tonto e Andressa acaba caindo sentada no chõo.
      -Vamos embora, não temos mais nada para ver aqui, isso foi assutador, pareciam vozes raivosas.Atrás dessa porta existe algo muito ruim, não devemos nos intrometer.-diz Andressa querendo que tudo acabasse logo.
continua...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Histórias...

Nada melhor do que deixar a imaginação rolar um pouco né?Tristezas, amores ,tragédias, tudo na vida é tão belo; porque não tentar escrever algo sobre?


      Em 1708, era contada uma lenda numa pequena cidade da Albânia: nessa cidadezinha havia um castelo, e seu antigo proprietário, inclusive foi o último que o castelo teve, tinha hábitos estranhos e vivia a suspeita de que era um maníaco assassino.
      Após a morte desse maníaco, em 1508, que não possuía herdeiros, o castelo foi abandonado por testemunhos de gritos e aparições extremamente desagradáveis, o que mantinha qualquer pessoa longe dele.
      Voltando ao tempo atual, a lenda ainda é contestada por alguns moradores mais corajosos e aventureiros, que tentavam fazer expedições noturnas pelo castelo mas nunca mais voltavam.
      Nessa pequena cidade, viviam dois amigos: Yuri e Andressa. Conheciam-se desde crianças e compartilhavam da mesma curiosidade pelo desconhecido. Yuri tinha 17 anos e Andressa estava com 16. Ao tomarem conhecimento da lenda da cidade, decidiram que vistariam o castelo para compravar se era mesmo realidade a antiga lenda.
      Marcam o dia, que por coincidência era uma sexta-feira 13, e decidem ir ao castelo na hora que, reza a lenda, o fantasma aparecia. Ao chegar o dia, esperaram os seus pais dormirem para escaparem e irem em sua expedição.
      A noite já ia alta enquanto os dois caminhavam em direção ao antigo e abandonado imóvel. A noite não aparecia ameaçadora, a lua resplandecia no céu, enquanto as nuvens haviam permitido o brilho das estrelas, o que tornava a noite mais atraente e envolvente.
      Chegam ao portão do castelo, Yuri e Andressa se entreolham, enquanto um calafrio toma conta da espinha de Andressa e ela se assusta.
      -Yuri, estou com um mau pressentimento, não é melhor voltarmos?
      Dizia Andressa com um pouco de temor ao momento que Yuri respondia:
      -Deixa disso, depois de tanto tempo que nos conhecemos, onde foi parar a sua curiosidade?
      -Não sei, mas alguma coisa não está muito bem.
      -Deixa disso, vamos logo que tudo isso não deve passar de uma mentira.
      -Então tá, eu vou, mas se você me prometer que ao primeiro momento que tudo aparentar fugir do controle, nós voltamos.
      -Tudo bem, eu lhe prometo, então vamos?
      -Vamos
      Então os dois começam a procurar uma entrada para o castelo e percebem uma porção do muro que estava quebrada, onde poderiam se apoiar e entrar no grande jardim do castelo.    
continua...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Paranóia...

Correria, pressão, fim de ano apertado, acontecimentos casuais,... Momentos assim que podem te jogar no chão, te botar de joelhos e fazer você implorar por uma saída.E a melhor saída não é implorar, é se levantar e lutar, porque ao 1º sinal de que você implora e as coisas melhoram, pronto, acabou, você foi pego em mais um ciclo da vida.Ela conseguiu te render.
Ultimamente as coisas não andam muito boas e tento me distrair, fugir um pouco, mas logo a realidade toma conta e afunda outra vez.Não tem mais sossego, a cada dia é algo diferente e maior, e sempre alguma coisa acontece pra te injetar uma dose de "ida pro chão" pra ver se você tem força pra seguir.
É uma paranóia sem igual, tudo gira, tudo roda, tudo te levanta e te arremessa, te tenta a desistir, e você acaba que desistindo de tudo, nem que seja por um momento."Think I'll lose my mind if I don't find something to pacify" (Paranoid-Black Sabbath, grande Sabbath, nunca pensei tanto nessa música quanto ultimamente tenho pensado).
Tudo está rodando, é só mais uma rodada, o jogo já começou, atrasos e desencontros, espontaniedade pra diversidade, erguendo a cabeça e indo a luta.
Problemas tão pequenos e tão profundamente marcantes, isso tudo é só mais uma paranóia...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Limites...

Qual sua definição para limites?Qual sua determinação para enfrentá-los?
Limite (de acordo com o dicionário): s. m. 1. Linha que estrema superfícies ou terrenos contíguos (Mais usado no plural.) = fronteira, raia 2. Termo, extremo, confim; meta. Então limite existe com o único propósito de limitar (tá, isso foi redundante), de colocar uma barreira em algum lugar e determinar, de impedir o avanço.
Agora que tal limite conjugado?:v. tr.1. Servir de limite a.2. Pôr limites a; demarcar.3. Restringir.4. Moderar. 5. Aprazar, marcar, fixar.v. intr.6. Confinar.v. pron.7. Não passar além de.8. Não se exceder.9. Ater-se. 10. Contentar-se.11. Restringir-se. Então tá, já dissertei sobre os significados de limite, limitar e agora você deve estar pensando "e daí?o que isso tem de mais?", eu te entendo, afinal não disse nada de mais até agora e acho que está ficando cansativo certo?Mas é justamente nesses significados que está a essência do "problema" do limite: analise as duas opções, como substantivo isso tudo representa um divisa, seja geográfica, física, psicológia, mas acaba separando, e essa separação que pode acarretar problemas tanto de ordem social, quanto agravantes de outras classes.
As ideias estão saindo e estão meio desorganizadas, mas o legal é a espontaniedade certo? rsrsrsrs.Tá, voltando... (e tentando me organizar um pouco), essas divisas que fazem com que desperte o desejo da conquista, da superioridade no homem, o que acarreta sérios problemas (que podem ser presenciados sem sair de sua casa: ligue a TV, ouça o rádio, veja notícias na internet).
Agora e quanto ao segundo significado (limitar)?Ele é pior quando o ser humano não o usa da forma "correta", ou seja, se limita, chega a um estado que "desiste", abdica de tudo até aquele ponto e não se move mais, vive na "zona de conforto".
Sempre que me limito, ou encontro um limite, não penso dessa forma, penso ao contrário, ou seja, procuro avançar mais, cada vez mais, não me satisfaço até ultrapassá-lo e estabelecer um novo (que obviamente também tentarei ultrapassar depois, sempre tentando dar mais de 100%, dando 150,175,250%, ou o quanto eu precisar para isso).
Os limites são desafios impostos, querendo ou não todo o dia e cabe apenas à pessoa fazer a escolha que achar melhor: continuar no seu sofázinho, na mamata, ou levantar-se e ir além, buscar algo mais, afinal qual seria a graça da vida se tudo fosse de graça não é mesmo? ;)
Então viva, rompa seus limites, supere, você sempre é capaz de mais alguma coisa, só depende de você...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Hipocrisia...

Se tem algo que realmente me irrita atualmente é a hipocrisia.Maldita essa ferramenta utilizada pelo homem, ferramenta das de mais baixo nível que o ser humano criou.
 Isso realmente me causa aversão e ódio, porque eu não vejo sentido nesse método, nessa arma ou o como queira considerar.O significado mais básico usado é que hipocrisia=fingimento, e para mim nada pior para degradar a alma do ser humano do que o fingimento.Nada é tão marcante quanto o fingimento, o disfarce, a mentira no ser humano para corromper seu caráter.
E o grande problema que está tomando conta do mundo hoje é justamente esse, dia apos dia, cada vez mais e mais pessoas afogando o mundo em um perfil mais hipócrita e desolador.
Mas ainda me conforta saber que existem pessoas que procuram fugir disso, que ainda tentam manter seus ideais intactos e procuram lutar, abrindo mão até de si mesmos para algo que realmente ajudará outros.
Eu sei que essa postagem até agora não deve estar nada boa e nem espero que realmente fique, só que hoje perdi um pouco de minha paciência com fatos recentes e resolvi desabafar um pouco com o que viesse em minha cabeça,sinta-se à vontade para parar ou continuar.
Esquinas, cartazes, indústrias e até mesmo dentro de casa já cansei de me deparar com esse horror que me cerca, quero fugir de tudo isso um pouco, mas quanto mais procuro mais me afundo nisso.Agradeço porque são em momentos assim que surgem pessoas que me aliviam e que sabem me entender, pessoas que só de abrir um sorriso já podem me relaxar um pouco e me fazer voltar a pensar direito.
Eu estou tentando fazer apenas uma parte da imensidão que há para ser realizada.E você como está se comportando com aqueles que o cerca?Tem sido "verdadeiro o suficiente"?Pense bem no que pretende fazer a respeito de si mesmo...
Afinal alguém só pode exigir coisas dos outros desde que exija de si mesmo certo?

domingo, 10 de outubro de 2010

Caminhos

As paredes de minha casa estão caindo
Não aguento esperar para ver a janela desmoronar
Não quero mais fugir, quero tornar definitivo
Aquilo que penso, sinto, reflito

Minha serpente criará asas então
E começará a voar como um falcão
Se precisar mergulharei
Irei para o fundo se assim quiser

Meus abismos não se acabam
Mas minhas asas não se desgastam
Vou vivendo pelos céus, fugindo pelos mares
E aproveitando toda minha terra

Corro no sol
Descanso na lua
Nesse caminho interminável
Que levo na rua

Mas enquanto as paredes permanecerem
Minha serpente continuará sonhando
Minha janela continuará de vidro
E meu caminho continuará dosado