domingo, 7 de agosto de 2011

Escritas

.As palavras fogem, as sensações se escondem e tudo/nada vai e volta. A perdição está tomando conta, mas ainda existem algumas estrelas no céu, por mais longíquos que estejam, elas estão lá. Mas e se tudo se apagasse? E se tudo mudasse?
Vagas lembranças são as que vem em minha mente, poucas previsões me levam para o futuro, uma grande guerra está para se instalar.
Palavras perdidas, ideias sumidas, desnecessariarismo pro princípio, nada vem a minha mente agora. Várias coias tem sumido, outras surgindo, mas a incerteza continua sempre a mesma.
Mas e aí? E as planícies verdes, e os becos escuros, as águas amantes, o fogo dominante, onde estão?
...

terça-feira, 19 de julho de 2011

(In)existência...

Meus pensamentos voam
Perdem-se em comparações
Tudo existe, nada existe
Coexistência de contrários

Anulam a validade
Abstraem o concreto
A eternidade continua móvel
Ócios trabalham

Tempos atrás
Minha mente voava
Mas quem sabe agora
Eu faça ela nadar

Porque na verdade
Nada existe
Não, nada não existe
Assim como tudo nunca existiu

Só me resta continuar sonhando no infinito...

Você olha... ou você enxerga?


Até onde você é capaz de enxergar?
Consegue enxergar para dentro?Ou apenas olha pra fora?

Sabe o que é isso??

apenas minha mente...

sábado, 2 de julho de 2011

Infância...

Quando se é criança tudo é mais fácil, o medo de tentar, de arriscar não existe, tudo é um desafio e você fazia apenas porque queria.Quando somos crianças temos medo, medo do escuro, medo de ficar sozinho, medo dos fantasmas que se escondiam nos cantos dos quartos, mas apesar de tudo íamos atrás, às vezes mesmo com medo, mas tentávamos entender o que se escondia ou o que acontecia.
A infância é uma época tão boa, vivemos sem preocupações, apenas curtindo o que queremos, e acredito que uma das razões pra isso pode ser a falta de conhecimento do mundo ao redor.
Mas quando crescemos, começam a surgir imposições que bloqueiam, sem sabermos direito a causa disso, nossas vontades, nossas curiosidades, e criamos um tipo diferente de medo.O medo que se desenvolve é o medo do estranho, o medo do ridículo, o medo apenas do pensamento das pessoas ao redor.
Que medo horrível que criamos quando crescemos, passamos a abdicar cada vez mais de nossas vontades, de correr atrás do que queremos, abdicamos até mesmo das nossas emoções, só para que se possa agradar "alguém", e apesar de tudo, o ser humano sente-se bem com isso.
Desde que seja querido pelos outros, sendo mas na verdade não sendo, (porque você cria apenas uma imagem sua para os outros, você esqueceu o que realmente te fez crescer só pra agradar os outros), o ser humano não liga para o preço que está pagando.
Teve uma época em que vivi baseado nisso, e olhando pra trás, não digo que me arrependo, mas não gostaria de voltar a ser como era, ou na verdade, de voltar a não ser.Mas o tempo passa e fui percebendo que isso não vale a pena, temos que viver do jeito que queremos, afinal do que adianta abdicar de si mesmo apenas para que pareça "legal" pra outras pessoas, sendo que no final, talvez essas pessoas nem se lembrem mais de você, e acabe se tornando uma memória esquecida solta na mente de pessoas que talvez você nem conhecesse direito.
Já me chamaram várias vezes de criança, palhaço, louco, mas não em um sentido pejorativo (até hoje ainda penso que a maioria não foi com esse sentido :P) , mas porque talvez eu ainda goste de ser criança, eu goste de viver com o que posso da minha infância.Não possuam medo de tentar, vivam para vocês, e se alguém te olhar feio, chame para brincar com você, não responda do mesmo jeito.
Viva.Deixe de ter medo de tentar.Arrisque.Mostre o que realmente sente.Não ligue para o pensamento dos outros, porque ao mostrarmos como realmente somos, poderemos encontrar pessoas que realmente sejam importantes na nossa vida (e eu posso dizer muito bem que pelo menos na minha vida eu sei quem são as pessoas que realmente se importam comigo, e que eu possuo uma amizade verdadeira, e posso também imaginar, de todas as pessoas que venho conhecendo, quem realmente me acompanhará).
Por isso tudo só tenho um conselho para vocês: nunca cresçam, nunca cresçam...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Histórias... (4)

      Isso mesmo, o maníaco tinha um hobbie: ele era fascinado pela composição dos esqueletos do corpo humano, admirava a simbologia toda por trás da sustentação do corpo e da alma.
      Nesse mesmo momento, os dois correm pelo corredor, fogem desesperados e sentem algo os perseguindo, apenas Yuri olha pra trás e apenas vê metade de um corpo flutuante, pálido e com o rosto manchado de sangue, mas um sangue que parecia ainda vivo, e seus olhos traziam uma angústia desesperado para aqueles que os encarassem.
      Em uma de suas mãos, carregava uma machete, com o intuito de decapitar aqueles que entravam em sua morada.
      De repente, Andressa cai imóvel por não ter mais energia para continuar, e quando Yuri só olha para trás, só tem tempo para ver o espírito arrancar-lhe a cabeça em um golpe mortal e único.Um relâmpago brilha pela janela, e o céu brilha mais do que jamais pensou que poderia. A cabeça de Andressa, rola pelo chão imersa em sangue, enquanto Yuri fica paralisado pela cena, caindo em lágrimas, e o fantasma aproveita-se disso e decapita Yuri com a mesma adaga, num golpe idêntico ao que Andressa sofreu.Uma trovoada ecoa em um alto som no céu, enquanto os dois corpos caem no chão.
      - (uma risada tenebrosa ecoa pelo castelo)Finalemente mais espécimes para minha coleção.Não queriam ver o que tinha atrás daquela porta?Pois então agora conhecerão.
      A noite acaba e os dois não voltam, como todo indivíduo que tentou se aventurar pela morada do maníaco.Ao amanhecer o dia, muitos se perguntam onde poderiam estar, e um amigo que sabia dessa curiosidade deles, sugere que entrem no castelo.
      Os moradores da pequena cidade vão, e ao entrar no castelo, se deparam com uma cena triste: os corpos dos dois amigos estendidos no chão, aqueles dois amigos que tanto buscavam coisas novas foram presos por ela.

Espero que tenham gostado, afinal de eu achar esse final que eu fiz meia-boca, mas quem sabe com o tempo não melhore não é mesmo? :)

sábado, 20 de novembro de 2010

Histórias... (3)

      -Eu senti também mas não se preocupe, não vai acontecer nada (Yuri diz isso, escondendo o seu pavor dela, para não assustá-la mais), vamos, mas só porque não achamos mais nada aqui ok? Se tiver alguma coisa na volta eu ficarei.
      -Então vamos logo, eu sei que você não vai mudar de ideia. (Andressa pensa o quanto não quer que ele encontre alguma coisa na volta)
      Ao voltarem pelo corredor, chegam novamente à sala, onde o clima mudou, eles sentiam algo diferente, e se foi por obra do acaso ou não, algo faz Yuri perceber a escada no canto da sala.
      “Essa não, agora ele  viu a escada, eu não posso deixá-lo sozinho aqui”, pensava Andressa.
      -Olha Andressa, eu vou subir, entendo se você não quiser, pode voltar, mas eu irei atrás d que vim buscar.
      -...Não, eu irei com você, vamos, não te deixaria aqui sozinho.
      Nesse momento, a noite já estava na metade de seu caminho, com o céu praticamente idêntico à quando estavam vindo para a morada.
      Subiram a escada, a cada degrau ela rangia, dando um clima mais pesado à situação a qual os dois se encontravam.A escada terminava em um novo corredor onde existiam mais portas de cômodos, mas não era um aposento fechado como no andar debaixo.
      Grande parte das portas estavam trancadas, e as que abriam eram como escritórios, ateliês, tudo com um ar místico a apavorante, por suas obras e cômodos. Caminhavam pelo corredor onde se depararam com uma porta diferenciada das outras, ela possuía uma maçaneta diferenciada das outras e não possuía qualquer tipo de tranca.
      Ao entrarem, percebem que o aposento não possuía janelas e era maior do que pensavam, iam adentrando cada vez mais e cada vez mais a energia ficava mais apavorante e tenebrosa.
      -Vamos embora Yuri, por favor, não agüento mais!-exclamava Andressa fraca e com medo do que poderia acontecer.
      -Sim, vamos, também não estou mais aguentando esse clima.
      Quando os dois saem do aposento e fecham a porta, uma voz vem do final do corredor:
      -Ora, tenho visitas, que bom, faz um tempo que não dou uma renovada em minha coleção de esqueletos.-uma voz grossa e rouca dizia isso enquanto, uma risada ecoava pela morada,
continua...